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Terapia Cognitivo-Comportamental (Tcc)

Coluna Saúde: A psicologia da Força do Pensamento

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Terapia Cognitivo-Comportamental (Tcc)Criada ainda na década de 60 pelos psicólogos Albert Bandura, de origem canadense, e Albert Ellis, dos Estados Unidos, com ajuda do psiquiatra Aaron Beck, também norte-americano, a metodologia é baseada em um conceito simples, porém eficaz: o de que o pensamento tem poder.

A partir de diversas análises e do convívio com seus pacientes depressivos, o psiquiatra Aaron Beck verificou que o conteúdo dos pensamentos desses indivíduos era sempre tendenciosamente negativo e relacionado a acontecimentos do passado. Assim formou-se a TCC, fundamentada no pressuposto básico de que o afeto e o comportamento do indivíduo são, em grande parte, influenciados pelo modo como ele avalia, estrutura e significa o mundo à sua volta.

Os profissionais especializados na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) defendem a premissa de que por traz de cada transtorno individual existe ao menos um pensamento equivocado automático. Ou seja, uma pessoa que convive, por exemplo, com um medo extremo de rejeição, possivelmente passou por uma situação na infância que deu origem à crença equivocada e carrega essa limitação consigo durante toda a vida adulta, até que a causa inicial do problema seja tratada.

No modelo cognitivo são avaliados três componentes importantes para se entender a forma de pensar do individuo, ou seja, se analisa o conjunto das ideias da pessoa sobre si mesma, sobre o mundo e sobre o seu futuro, ponderando as distorções e interpretações de suas experiências específicas.

Como funciona

A TCC começa a apresentar seus primeiros resultados após, em média, 12 sessões, variando de acordo com as condições de cada indivíduo. Em alguns casos, são necessárias intervenções com medicamentos antidepressivos e ansiolíticos, de acordo com o preenchimento de determinados critérios clínicos do paciente. Por isso, é muito importante que ele seja avaliado por uma equipe multidisciplinar.

Inicialmente, o indivíduo aprende a identificar quando o pensamento equivocado surge e, a partir daí, passa a confrontá-lo. Mas ainda existem dois outros tipos de técnicas eficientes: aprender a questionar se o pensamento realmente traduz a realidade, analisando riscos comparados e sempre lembrando de situações parecidas que aconteceram anteriormente, ou a partir da técnica da exposição, que é quando o terapeuta expõe o paciente gradativamente a situações semelhantes às que lhe costumam desencadear as crises, como forma de confrontação e habituação à situação temida.

Geralmente, o tratamento através da TCC é aplicado por um psicólogo e/ou um psiquiatra. Na terapia, a pessoa é estimulada a desenvolver, inclusive, atividades que não costuma praticar ou que não tem vontade, como forma de retomar o controle de suas decisões. São ações simples, mas que atuam no plano de raciocínio comportamental, rompendo ciclos.

Indicação para dores crônicas

A base da TCC é modificar pensamentos e comportamentos que, muitas vezes, fazem o paciente sofrer durante anos. Uma das áreas em que a terapia apresenta resultados mais significativos é a do tratamento de dores crônicas, como enxaquecas e dores de cabeça, muitas vezes frutos de transtornos de personalidade.

Existe uma crença comum de que pacientes com transtornos de personalidade não podem ser tratados e, nesses casos, esse tipo de terapêutica é extremamente indicada e bem sucedida. Aqueles que sofrem com dor de cabeça de difícil tratamento têm se beneficiado muito com a utilização de versões modernas da TCC, obtendo como resultado, inclusive, diminuição na ingestão de analgésicos. É comum que, em menos de um ano, esse tipo de paciente consiga reduzir muitos de seus comportamentos mais problemáticos e melhorar o controle das emoções.

Na TCC, o terapeuta aceita a dor emocional do paciente, ao invés de tentar modificar esse quadro a qualquer custo, e trabalha tentando alterar os antecedentes do estresse e a maneira como ele lida com as emoções. O principal objetivo do tratamento é regular as variações emocionais e controlar comportamentos sociais que posam desencadear crises. A prática leva em consideração que o comportamento do indivíduo e o afeto são determinados pelo modo como a pessoa estrutura, vê e interpreta o mundo ao seu redor. Assim, é possível aliviar sintomas de diversas doenças, como as dores de cabeça, tratando-se de correções de algum tipo de distorção cognitiva, com origem em experiências do passado, que cada indivíduo carrega consigo.

A princípio, o paciente relata suas crises em uma espécie de diário, escrevendo a frequência, duração e intensidade da dor, bem como possíveis fatores desencadeadores das crises, como hábitos alimentares, de sono e implicações familiares, profissionais e sociais. Desde sua primeira visita ao especialista, a pessoa é estimulada a encarar sua dor e as situações que a desencadearam. Assim, mapeamos a situação, o que ele estava pensando, sentindo e fazendo antes, durante e depois da dor surgir. Dessa forma, é possível descobrir as ‘situações gatilho’ da dor e as crenças e condutas que podem mantê-las.

Além do tratamento de dores crônicas, a técnica é extremamente indicada em casos de transtornos ansiosos, como síndrome do pânico, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno de ansiedade generalizada, stress pós-traumático, fobias diversas, depressão, transtorno bipolar, distimia, dependência química, bulimia, anorexia, transtornos de personalidades, transtornos de déficit de atenção e hiperatividade, bem como transtornos compulsivos dos mais diversos, como de compras, jogos e sexuais, bem como dores crônicas.

Dra. Carla Jevoux – Neurologista
Dra. Carla Jevoux

Dra. Carla Jevoux – Neurologista
www.carlajevoux.com.br
Dra. Carla Jevoux tem Titulo de Especialização em Neurologia, com dedicação especial e teses em cefaleia. Participa também da Sociedade Brasileira de Cefaleia.

Abaixo, a Dra. Judith S. Beck é uma psicóloga americana e é filha de Aaron Beck, o fundador da terapia cognitiva, com quem ela trabalhou em seu desenvolvimento e aplicações clínicas. Atualmente, divide seu tempo em administração, supervisão e ensino, trabalho clínico, desenvolvimento de programas, pesquisas e de escritora. Trabalha como consultora em diversas pesquisas do NIMH (National Institute of Mental Health) e apresenta workshops, nacionais e internacionais, da aplicação da terapia cognitiva nos mais variados transtornos psiquiátricos:

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