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Como Falar Sobre Sexo Com A Garotada

Como falar sobre sexo com a garotada

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Como Falar Sobre Sexo Com A Garotada
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Eis algo que a revolução sexual das décadas de 60 e 70 não conseguiu mudar completamente: o sexo continua sendo um grande tabu entre pais e filhos. Há exceções, claro, mas de maneira geral a discussão desse tema ainda gera muito desconforto no ambiente familiar. Com jeitinho e jogo de cintura, no entanto, especialistas afirmam que é possível orientar a garotada sem criar constrangimentos.

Para a médica ginecologista e obstetra Viviane Monteiro, os pais precisam ser cuidadosos na hora de falar sobre sexo. “Se a forma de abordar o assunto for considerada desrespeitosa pelo jovem, poderá determinar o fim de qualquer possibilidade de diálogo. Por isso, é importante estar sempre conversando com os filhos, não apenas quando o assunto surgir, além de tentar fazer do sexo uma coisa comum, nada mais do que realmente é”, aconselha a especialista.

O papo deve acontecer da forma mais madura possível, orienta a Dra. Viviane. Se o filho ou a filha ainda for criança, o ideal é que os pais esperem as perguntas surgirem espontaneamente. “É melhor iniciar o assunto focado nas situações afetivas e não nas sexuais. Deixe que a conversa evolua naturalmente e, quando for da vontade do seu filho, o ideal é que ele tenha confiança suficiente na família para levar a conversa pelo rumo que desejar”, sugere.

Segundo a Dra. Viviane, especializada no atendimento ginecológico de crianças e adolescentes, a educação sexual deve estimular o adolescente a adotar mecanismos para que ele seja capaz de se proteger de uma gravidez precoce e das doenças sexualmente transmissíveis, não se tornando necessariamente uma tentativa de ensinar ao jovem como lidar com o ato sexual em si. “Esse desenvolvimento deve surgir com o próprio adolescente e a forma como ele expressa seus sentimentos em relação ao outro, como expressa os sentimentos advindos de seus pais ou de quem quer que sejam suas referências”.

Confira mais dicas da médica ginecologista Viviane Monteiro para abordar o assunto sexo com os filhos:

– Vigie seus filhos e esteja sempre presente. Não se pode negar que, por se tratarem de crianças e adolescentes, é necessário certo grau de vigilância constante. Não há nada de mais em bloquear canais inadequados ou simplesmente não os ter na televisão. Fiscalize o computador de seu filho rotineiramente e, acima de tudo, analise antes de criticá-lo. É importante ser a referência para os seus filhos, para que os outros não a sejam. Quando se sentir culpado, imaginando que você estará invadindo a privacidade dele, pense que é melhor que seja você do que um estranho o espreitando.

– Não transforme o assunto em um bicho de sete cabeças, pois isso pode aguçar a curiosidade infantil. As perguntas sempre irão surgir, já que as crianças atualmente estão expostas a um mundo de muitas informações, nem sempre selecionadas ou adequadas para sua faixa etária. Procure averiguar de onde veio a dúvida, para, por exemplo, saber se a mesma não procede do assédio de alguém mais velho. Saiba o que o seu filho assiste, os lugares que frequenta e com quem convive. Dúvidas pontuais em relação ao próprio órgão sexual e ao do sexo oposto são comuns, visto que a criança geralmente convive com o pai e a mãe. Por isso, não supervalorize o assunto e busque uma forma simples de responder, sem que a explicação seja exageradamente fantasiosa e exponha seu filho a uma situação vexatória no ambiente escolar.

– Trate o tema sexo da forma mais madura possível. É comum nós mesmos não sabermos lidar com a nossa própria sexualidade e nossas dúvidas, e é natural que a criança descubra que algumas partes de seu corpo, quando estimuladas, provocam uma sensação agradável. Isso não deve ser encarado como masturbação, nem combatido de forma preconceituosa, para que se evite transformar o sexo em tabu. Não constranja o pequeno e aproveite para orientá-lo em relação à higiene. Quando conduzidas com atenção e orientações pontuais, essas situações costumam evoluir de forma bastante saudável.

– Deixe histórias como a da cegonha de lado. Elas não têm feito mais sucesso com as crianças para explicar de onde vêm os bebês, mas isso não significa que os pais devam dar uma explicação literal sobre a produção de um ser humano. Dizer que o amor do papai foi capaz de plantar uma sementinha na barriga da mamãe é uma alternativa lúdica, porém mais próxima da realidade, de explicar à criança como isso realmente ocorre.

– Para explicar à criança as diferenças entre os sexos, a melhor forma é a comparação com os pais.
Assim, o pequeno percebe que não são apenas os órgãos sexuais que o diferenciam do pai ou da mãe, mas sim todo o conjunto de atitudes e comportamentos. Com isso, o menino ou a menina perceberão que a genitália é apenas mais um item nesse mundo de diferenças.

– Quer tomar banho com seus filhos? Sem problemas, isso faz parte da intimidade dessa relação.
Mas não se escandalize com as atitudes da criança, já que suas reações são livres de maldade ou de intenção sexual. Não existe uma idade limite para interromper o hábito de tomarem banho juntos. É provável que a própria criança interrompa a prática conforme for crescendo e adquirindo mais autonomia e vergonha das coisas.

SOBRE A ESPECIALISTA:

Dra. Viviane Monteiro – ginecologista e obstetra – Rio de Janeiro

Graduada pelo Instituto Fernandes Figueiredo (IFF), é especialista em Ginecologia e Obstetrícia, em Medicina Fetal e Ultrasonografia Obstétrica e Ginecológica e em Gestação de Alto Risco. Atualmente, especializou seu atendimento em ginecologia infanto-puberal e em medicina fetal de ultrasonografia, prestando serviços à Clínica Perinatal Laranjeiras e em clínica particular localizada no bairro de Ipanema, na mesma cidade. Membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ) e mestranda da Universidade Federal Fluminense (UFF).

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