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Saúde: Elefantes Podem Ajudar No Combate Ao Câncer. Animais Grandes E Com Muitas Células Teriam Desenvolvido Um Arsenal Contra A Doença, Diz Estudo.

Saúde: elefantes podem ajudar no combate ao câncer

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No final da década de 70, Richard Peto, um renomado estatístico da Universidade de Oxford, percebeu algo simples, porém intrigante: a saúde dos seres humanos deveria ser muito mais afetada com incidência de câncer que a dos ratos, no entanto isso não ocorre.

O raciocínio é inicialmente simples. A cada divisão das células, existe a pequena chance de haver uma mutação que acelera seu crescimento. Células que acumulam várias dessas mutações podem tornar-se cancerosas. Portanto, um animal de grande porte, que possui muitas células e que vive muito tempo possuiria mais chances matemáticas de desenvolver câncer por causa do grande número de mutações.

Os seres humanos contabilizam cerca de 10 mil vezes mais divisões celulares do que os ratos e seria, portanto, mais propenso ao câncer. Contudo, os seres humanos e esses roedores têm aproximadamente o mesmo risco de desenvolver câncer, algo que ficou conhecido como “Paradoxo de Peto”.

Seguindo este raciocinio, diversos cientistas especulam que os animais maiores e com grande longevidade desenvolveram armas para combater a doença, do contrario já eram sido extintos.

Em artigo publicado no Journal of American Medical Association, na semana passada, o Dr. Joshua D. Schiffman, oncologista do Huntsman Cancer Institute da Universidade de Utah (EUA), afirmou que os paquidermes utilizam um conjunto especial de proteínas para matar as células danificadas, pois “cada elefante bebê deveria morrer de câncer de cólon em 3 anos”.

Outra equipe de pesquisadores, trabalhando de forma independente e chefiada pelo biólogo da Universidade de Chicago, Vincent J. Lynch, chegou a mesma conclusão.

De acordo com a equipe do Dr. Schiffman, elefantes têm uma taxa extremamente baixa de câncer. Estudando arquivos sobre a morte de 644 elefantes em zoológicos, ele descobriu que menos de 5% dos animais morreu da doença – contra 11% a 25% de incidência desse mal em seres humanos.

Para decifrar esse enigma, os cientistas investigaram um gene que é crucial para a prevenção do câncer, chamado p53. Em alguns casos, ela faz as células repararem os genes. Em outros casos, a p53 impede as células de se dividirem ainda mais. E ainda em outros casos, ela mesmo faz com que as células cometam suicídio.

O Dr. Schiffman e seus colegas descobriram que elefantes desenvolveram novas cópias do gene p53. Enquanto os seres humanos têm apenas um par de genes p53, os cientistas identificaram 20 pares em elefantes. Para corroborar a teoria, ainda descobriram que ancestrais dos elefantes, de pequeno tamanho, possuíam somente um par de p53 funcional, como os outros mamíferos. No entanto, como eles evoluíram para tamanhos maiores – mamutes, mastodontes, elefantes etc -, eles desenvolveram cópias extras de p53.

Os mesmos cientistas fizeram experimentos bombardeado células de elefantes com radiação e produtos químicos que atacam o DNA, e o resultado foi sempre o mesmo: as células cometeram suicídio, o que, para Schiffman, representa uma maneira única – e muito eficaz – de bloquear o câncer.

Já para a Dra Patricia Muller, oncologista da Unidade de Toxicologia da Universidade de Leicester (EUA), talvez as células não estejam realmente comentando suicídio, mas funcionando de chamariz para enzimas que destroem o p53: “o mecanismo ainda tem de ser devidamente investigado”. Ela defende que precisamos nos aprofundar mais sobre como os elefantes “evitam” o câncer, até porque a molécula p53 acelera o envelhecimento. “Tem que ser mantido sob rígido controle”.

Para o Dr. Schiffman, é preciso fazer novas e conclusivas pesquisas antes de utilizar o arsenal dos elefantes em seres humanos, já que esses animais são únicos ainda encontrados que combatem o câncer com o p53. Segundo ele, animais como os ratos-toupeira pelados, por exemplo, vivem até três décadas sem nunca ter câncer – sua arma é uma proteína que bloqueia o crescimento de células em divisão rápida. Ele detecta quando essas células esbarrarm em outras células e impede sua divisão.

O Dr. Schiffman especula que animais que vivem por muito tempo, como papagaios, tartarugas e baleias, podem ter suas próprias táticas. “A guerra contra o câncer estava acontecendo muito antes de existirem os seres humanos”, diz ele. “Então, vamos olhar para as estratégias da natureza.”

Fonte deste artigo: nytimes.com

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