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Bolsa social para pós em roteiro para cinema, tv e multiplataformas na Universidade Veiga de Almeida da Barra

A Pós-Graduação em Roteiro para Cinema, TV e Multiplataformas da Universidade Veiga de Almeida tem uma novidade para a próxima turma, que começa no dia 21 outubro no campus Barra da Tijuca: uma vaga gratuita será ofertada para um aluno ou aluna sem condições de arcar com os custos do curso. Para concorrer, o candidato ou candidata precisa adaptar o texto abaixo para um roteiro de até 5 páginas (o critério da avaliação será criatividade), nos enviar uma carta de intenções e comprovar que o ganho familiar total é menor do que R$3.000,00.

Mande seu roteiro e a carta de intenções até o dia 15 de outubro para o e-mail roteiro@uva.br.

“Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.”

(Carlos Drummond de Andrade)​

Diante de um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico, Giovana Moraes e Pedro Salomão têm mostrado que o curso de Pós-graduação em Roteiro para Televisão, Cinema e Multiplataformas da Universidade Veiga de Almeida é uma das grandes apostas da universidade carioca. Desta vez, o Campus da Veiga na Barra da Tijuca começa uma turma no dia 26 de agosto. E os experientes roteiristas afirmam querer levar para a sala de aula como escrever na prática. “O nosso desafio foi reformular a grade de disciplinas para ajustá-la à realidade do mercado atual. Conseguimos um modelo ideal no campus da Tijuca e levamos para a Barra”, diz Giovana, que há 13 anos integra o time de roteiristas da Rede Globo e teve a ideia de fazer um pitching ao final do curso. Ou seja, os alunos poderão mostrar seus projetos para produtoras e canais.

Um dos pontos altos do curso, que acontecerá de dois a três sábados por mês, é justamente facilitar a prática, já que a maioria dos alunos revelam ansiedade em relação ao escrever como trabalho diário. “Escrever muito, e sempre, faz de nós melhores narradores. A quantidade também leva a qualidade”, revela Pedro Salomão, acrescentando que a prática será direcionada, integrando os exercícios de escrita a todas as disciplinas.

Pedro revela ainda que o principal objetivo é formar roteiristas capazes de integrar o time de produtoras de TV, cinema e plataformas digitais. “Ninguém faz uma pós-graduação em roteiro para pendurar o diploma na parede. O texto audiovisual é um conjunto de palavras que querem ser imagens. Por isso, o objetivo é aproximar a produção dos alunos com as demandas das produtoras de cinema ou canais de televisão, entre outras mídias”, completa.

Já a grade de disciplinas foi montada depois de muita pesquisa nos cursos de nível superior nacionais e internacionais. Os mais conhecidos e os que conseguem inserir alunos no mercado de trabalho têm sempre um ponto em comum: acompanhamento personalizado da prática. Para os coordenadores, cada projeto é diferente do outro e o professor só consegue ajudar o aluno se tiver esse atendimento individualizado. Isso passa por um equilíbrio que considera o número máximo de alunos por sala, estrutura tecnológica à disposição e conexão entre as disciplinas. “A grade que o aluno encontra hoje na Universidade Veiga de Almeida é o fruto dessa pesquisa conciliada com a nossa experiência prática e o perfil do roteirista brasileiro”, observa Giovana.

O momento é oportuno: à medida que o setor audiovisual se expande, seja beneficiado por cotas de tela ou mesmo pela multiplicação dessas telas, o mercado tem a necessidade de ocupar o espaço com conteúdo qualificado. “Porém, é também nesse momento que percebemos a pouca importância que sempre se deu no Brasil aos autores dessas narrativas ficcionais e documentais. Somos um país que lê pouco, consequentemente, que escreve pouco. Vamos preparar profissionais capazes de dar conta dessa demanda com qualidade. O estudante sairá daqui preparado para ocupar espaços”, diz Pedro.

Os coordenadores apostam em professores que conciliam experiência profissional com formação acadêmica. “Infelizmente, no campo da narratologia, mercado e academia estão apartados há décadas. Ora temos em sala de aula um acadêmico, que tem a narrativa como objeto de estudo, mas é incapaz de converter uma tese em ferramenta dramatúrgica. Ora temos um profissional com domínio da prática, mas incapaz de fazer uma leitura crítica da sua própria produção. O nosso curso vai além dessa divisão sem sentido entre teoria e prática. Até porque, quem busca uma formação acadêmica é capaz de compreender melhor a sua própria prática profissional”, analisa Pedro.

Explorar um segmento interativo ou explorar o potencial transmídia não é mais um diferencial, e sim uma demanda para qualquer projeto audiovisual se viabilizar comercialmente. Segundo Giovana, novos meios exigem novos formatos e o roteirista precisa estar preparado técnica e artisticamente para as mídias digitais e interativas. “Houve um tempo em que falava da tal ‘caixa preta’, que condensaria todos os aparelhos, como rádio e televisão em apenas um. O cotidiano nos mostra que uma tela não substitui a outra, pelo contrário, elas se acumulam. Eu continuo consumindo audiovisual na tela que estiver ao meu alcance naquele momento da minha vida, seja na sala de estar ou na fila do banco”, finaliza.

Corpo Docente

Fundamentos do Roteiro é a disciplina introdutória do curso e que será conduzida pelo experiente roteirista Cláudio Felício, além de dois professores convidados: Bebeto Abrantes, com vários documentários no currículo, e Diana Iliescu, realizadora premiada professora de Linguagem Audiovisual. A roteirista Cristina Gomes acompanhará os projetos dos alunos em Roteiro de Longa-metragem.

Roteiro para Formatos Televisivos fica a cargo de Renata Fernandes, experiente roteirista de televisão. Paulo Andrade, doutor em computação e criador da primeira graduação do Brasil em Animação 3D, é responsável por Roteiro para Transmídia e Plataformas Interativas. A disciplina de Projeto e Pitching é conduzida por Carolina Ficheira, uma especialista em legislação audiovisual e na área de formatação de projetos. Para orientar o ensaio acadêmico do final do curso, contamos com Renata Feital, uma prestigiada estudiosa da área de narrativas que atualmente tem se dedicado ao seu projeto de Pós-Doutorado.

Giovana Moraes e Pedro Salomão são os responsáveis pelas aulas de Roteiro de Ficção, Pesquisa para o Audiovisual, Roteiro de Séries e Estudo dos Gêneros Cinematográficos.

SERVIÇO – A Pós-graduação em Roteiro para Televisão, Cinema e Multiplataformas vai ser oferecida no campus Barra da Tijuca da Universidade Veiga de Almeida. A carga horária é de 360 horas/aula, distribuídas ao longo de aproximadamente 1 ano e meio de curso. As aulas serão aos sábados, sendo 2 ou 3 sábados letivos por mês. O horário é de 9h às 18h com intervalo de uma hora para o almoço. A próxima turma está prevista para 21 de outubro com uma master class de um grande nome do audiovisual brasileiro e que será aberta a todos os interessados.

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