O prefeito Marcelo Crivella lançou nesta segunda-feira, 15/10, a campanha “Se liga, bicho! Raiva é caso sério – 2018”, que tem o objetivo de vacinar 500 mil cães e gatos contra a doença. No lançamento, no auditório do Centro Administrativo São Sebastião (CASS), na Cidade Nova, Crivella citou a importância dessa campanha para a saúde de toda a população da cidade e afirmou que sua gestão vem concentrando esforços para aumentar a cobertura vacinal ano a ano. Em 2017, foram 468 mil animais vacinados, um recorde nos últimos seis anos. Neste ano, também haverá a vacinação de cães e gatos pertencentes a moradores de rua:

– No governo passado, em 2011, não se vacinou nenhum, vejam o risco que nós corremos. Em 2016, foram 70 mil animais, mas ainda muito abaixo da população de 630 mil. Esse é um patrimônio que estamos conquistando com o esforço de vocês todos – afirmou o prefeito durante a cerimônia que contou com presença de técnicos e vacinadores da Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses e da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos.

Neste sábado, dia 20 de outubro, os postos volantes começarão a percorrer as comunidades de difícil acesso no município, para levar a vacina a cães e gatos. Serão quatro kombis adesivadas, cada uma delas com dois profissionais e capacidade de vacinar 1.000 animais por dia. Ainda no sábado, será iniciada a vacinação em 814 postos fixos espalhados por todas as regiões do município. Serão cinco sábados, até 15 de dezembro. Em cada sábado, a ação ocorrerá em uma área programática da cidade. Os endereços de todos os postos podem ser conferidos no site da Vigilância Sanitária.

Durante a campanha, cães e gatos de moradores de rua também serão vacinados por um posto volante, onde estarão vacinadores e técnicos da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos. De acordo com a subsecretária de Vigilância Sanitária, Márcia Rolim, a meta é superar o desempenho do ano passado.

– Nós já conseguimos um salto enorme no número de animais vacinados. No ano passado, chegamos a uma cobertura muito maior que a de 2016, quando foram vacinados apenas 72 mil animais. E neste ano será muito mais, pois vamos colocar mais 144 postos de vacinação na rua, além dos 670 que foram colocados no ano passado, e vacinar os animais de pessoas que vivem em situação de rua – garantiu a subsecretária.

Também hoje, está sendo realizado o II Simpósio de Raiva Animal, no qual especialistas em zoonoses vão participarão de um debate sobre a doença e sua profilaxia para profissionais vinculados à rede pública de saúde, como médicos veterinários, médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos e estudantes.

Os temas abordados nesse simpósio serão a epidemiologia e o diagnóstico do vírus da raiva, bem como a experiência do município na captura de morcegos, por meio de solicitações encaminhadas à central de atendimento 1746.

Cuidados ao vacinar

Na hora da vacinação, os cães deverão estar com coleira e guia, e os gatos, em caixas de transporte apropriadas. Animais com temperamento agressivo devem estar com focinheira. Sintomas como dores no local vacinado, febre e comportamento mais quieto do animal podem ocorrer por até 36 horas após a aplicação. As vacinas são repassadas pelo Ministério da Saúde, responsável pela aquisição.

A raiva é uma doença que compromete o sistema nervoso do homem, sendo incurável e com índice de letalidade próximo a 100%. É uma zoonose viral e todos os mamíferos estão suscetíveis ao vírus da raiva, podendo transmiti-la. A vacina é a única maneira de controlar a doença. Caso uma pessoa seja mordida por um desses animais, deve lavar o local machucado imediatamente, com água e sabão. Ao mesmo tempo, precisa procurar a unidade de saúde mais próxima, onde receberá os primeiros cuidados e será encaminhada para uma das unidades específicas que funcionam como polo de profilaxia da raiva. Caso seja possível, é importante que se isole o animal por 10 dias, para que seja observado se ele apresenta sintomas da doença.

A raiva está controlada. Não há registro de casos em humanos há quase 30 anos no Rio. No entanto, a doença ainda oferece risco à população, pois a cidade conta com um número alto de morcegos, cachorros e gatos, principais transmissores do vírus.

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