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Harmonização facial é um dos recursos contra as sequelas do câncer

Atualmente, o Brasil é o segundo no ranking mundial de cirurgias plásticas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), realizando também, 2,1 milhões de procedimento estéticos não cirúrgicos, como a harmonização facial, que se trata de um conjunto de procedimentos estéticos combinados para equilibrar o rosto, os traços, tratar do envelhecimento, olheiras, linhas de expressão, entre outras imperfeições. Diversos motivos levam as pessoas a procurarem por tratamentos estéticos, mas a insatisfação é a causa principal.

Ana Maria da Silva Santana, moradora de Sorocaba, sofreu diversas sequelas no rosto após um tratamento contra um câncer na língua. Para fazer a retirada dos tumores, passou por cirurgias bem severas que a mutilaram frente ao pescoço, além de provocar mudança nos músculos faciais, sequestro ósseo por conta da radiação, o que fez com que sua mandíbula encolhesse devido à baixa irrigação sanguínea na região. “Não é fácil se olhar no espelho e não se reconhecer”, revela.

De acordo com Fernanda Ribeiro, médica responsável pelo tratamento estético da Ana, são incontáveis os agradecimentos e depoimentos de pacientes do quanto a mudança de imagem pode melhorar a vida profissional e pessoal. “Quando as pessoas começam a se gostar mais, elas se cuidam mais, mudam para melhor e isso é o que me faz acreditar na importância do meu trabalho. Devolver ou aumentar o amor próprio das pessoas é realmente um privilégio”, comenta a profissional, que também é membro da SBCP.

Grande parte das pessoas desconhece a possibilidade de utilizar tais técnicas como tratamento de sequelas de doenças graves, como o câncer. Ana, conta que procurou na internet métodos alternativos à cirurgia, mas só ficou claro para ela as possibilidades da harmonização fácil após a consulta com a médica.

Em casos como o da Ana, Fernanda conta que é necessária muita conversa para entender o momento e as necessidades do paciente, além da avaliação das tomografias para acompanhamento dos tecidos da região em que foi realizada a radioterapia. “Todas as situações são muito particulares, no caso dela, após o câncer bastante grave, uma série de exames mais específicos é solicitada, uma vez que eles apontam para a condição adequada para o início dos procedimentos estéticos. Assim, tudo é mais tranquilo e seguro para realizar o trabalho tanto de reconstrução, quanto de estética”, explica a médica.

Até o momento, Ana já realizou três procedimentos estéticos para reparar os retalhos do pescoço e o preenchimento da mandíbula. “Me sinto muito bem e feliz. Em casos como o meu é preciso muita persistência, calma e busca por profissionais sérios, que detenham recursos disponíveis para amenizar as sequelas”, finaliza Ana, esperançosa.

Atualizado em 21/10/2021 por webmaster

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