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Série de cursos livres Travessias Contemporâneas na Travessa BarraShopping

Travessias Contemporâneas inicia sua jornada de cursos livres nos diversos campos do saber, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Coordenado pelo produtor Paulo Almeida, o curso conta com professores renomados como Francisco Bosco, Roberta Martinelli, Paulo da Costa e Marcos Lacerda, que se dividirão entre as duas cidades para falar sobre música, artes plásticas, filosofia, estética, sociologia, literatura etc.

Os primeiros cursos já estão com matrículas abertas. São eles: ‘O Mundo das Sinfonias – História e Intérpretes’, ministrado pelo jornalista Eduardo Fradkin; ‘O novo espaço público no Brasil’, ministrado pelo ensaísta e professor Francisco Bosco; e ‘Pequena história filosófica das artes’, ministrado pelo professor Paulo da Costa e Silva. Para se matricular, basta se cadastrar no site:www.travessiascontemporaneas.com.br . Os preços variam de R$ 480 (quatrocentos e oitenta reais) a R$ 580 (quinhentos e oitenta reais). Travessias Contemporâneas é uma realização da Revista Acorde! e tem apoio da editora Hedra e da Livraria da Travessa.

Sobre o projeto

‘Travessias Contemporâneas’ é aberto a todos os campos do saber e, diferentemente dos outros cursos semelhantes, dará atenção especial aos temas contemporâneos. Acontecendo simultaneamente no Rio de Janeiro e em São Paulo, o escopo do curso é investir na formação do indivíduo para que seja capaz de refletir sobre as questões de seu próprio tempo.

Todos os professores são acadêmicos e/ou têm atuação plena em suas áreas. Jornalistas, cineastas, filósofos, antropólogos, psicanalistas, historiadores, escritores, editores, músicos, arquitetos, artistas-plásticos etc. Todos comprometidos com as questões que os cercam e intimamente ligados aos problemas de seu tempo.

Além dos cursos livres, teremos encontros, seminários, lançamentos etc. Em São Paulo, montamos um curso exclusivo: ‘Travessias Contemporâneas – pensando o Brasil’. Um time brilhante, reunido especialmente para pensar o Brasil: Francisco Bosco (filosofia e ensaio), Roberta Martinelli (canção popular), Angélica Freitas (literatura) e Marcos Lacerda (política e sociologia).

Os Cursos

A música brasileira contemporânea (por Roberta Martinelli)

Existe uma nova música popular no Brasil? Quais as suas principais características? Quem organiza a sua economia, no sentido de distribuição, formas de difusão e produção? Quem realiza o trabalho da crítica? E os criadores, propriamente, quais são os mais importantes, cuja obra tem se transformado em referência cultural potente? Por fim, como vem se construindo uma rede de coletivos de artistas, produtores e críticos, com pequenas casas de show independente? Serão estes os temas tratados neste curso. Ele se dividirá em 4 eixos: a nova economia da música; os novos artistas; o trabalho da crítica e casas independentes e coletivos. Para cada eixo, será um representante que conduzirá, junto ao professor, um debate com os alunos.

A política e a sociologia do Brasil contemporâneo (por Marcos Lacerda)

A sociedade brasileira vem passando por transformações profundas nas últimas décadas, com movimentações de alta reflexividade na esfera das disputas políticas e na relação entre as classes sociais. Após o processo de redemocratização, já vivemos uma série de reviravoltas históricas, explicitação de conflitos e aparição de novos atores sociais. A movimentação das diretas já, na segunda metade da década de 80; o processo de construção da constituinte de 88, que originou a atual constituição; o impedimento do primeiro presidente eleito após o regime da ditadura civil-militar; o período FHC, com a política de privatizações e o plano Real; o período Lula, com o neo-desenvolvimentismo, as políticas sociais e a ascensão de segmentos da classe trabalhadora precarizada; o primeiro governo Dilma Rousseff, as jornadas de junho de 2013, as eleições de 2014 e o início da operação Lava Jato; as manifestações da direita em 2015 e 2016 contra o Partido dos Trabalhadores, o impedimento do segundo mandato de Dilma Rousseff, a consolidação do poder judiciário (PGR, MP e STF) como protagonista no jogo político e a atual crise política, social e econômica.

Dentro deste contexto, a proposta do curso é apresentar uma reflexão sociológica a respeito das questões políticas e sociais da sociedade brasileira contemporânea tendo como base de fundamentação alguns estudos exemplares que foram além da análise de conjuntura e se propuseram a fazer análises com perspectiva teórico-conceitual estruturantes, os associando a uma longa tradição do pensamento social brasileiro.

Vamos analisar 4 estudos exemplares, em cada uma das aulas do curso. Na primeira, analisaremos a cultura do pemedebismo em “Imobilismo em movimento: Da abertura democrática ao governo Dilma” de Marcos Nobre; na segunda, o lulismo como nova realidade social e política, em “Os sentidos do Lulismo” de André Singer; na terceira, um novo ator político e social em “A política do precariado”, de Ruy Braga e, na quarta, as mutações da classe trabalhadora em “Os batalhadores brasileiros” de Jessé de Souza. Todos vinculados ao amplo e complexo contexto do Brasil pós-redemocratização e todos construindo bases de análise teórico-conceitual estruturante para as questões da sociedade brasileira contemporânea.

Amazônia na Música Brasileira (por Thiago Thiago de Mello)

O curso Amazônia na Música Brasileira tem como objetivo investigar e ampliar a visão que geralmente temos sobre o lugar que a Amazônia ocupa no campo da música brasileira, em particular, e, de modo abrangente, na esfera da cultura e da arte do Brasil. Dividido em 4 encontros, cada qual com a presença de um convidado especial, o curso buscará oferecer uma perspectiva histórica sobre as relações entre música brasileira e a região amazônica, desde o romantismo de Carlos Gomes no século XIX e o modernismo de Mário de Andrade e Heitor Villa-Lobos, até a Amazônia na MPB, os poetas e compositores da região e o cenário atual, marcado por um pluralismo de expressões musicais que vão do “brega” e o boi-bumbá até o rock e a canção popular.

Coisas Nossas – A Música Popular e o Modernismo (por Pedro Sá Moares)

O curso vai investigar as múltiplas conexões entre o pensamento e a arte dos grandes modernistas brasileiros e o universo da canção popular. Quando e porque os intelectuais se deram conta de que a produção musical das camadas populares continha um nível de revelação superior sobre a natureza e a alma do brasileiro. As múltiplas relações de ida e vinda entre a cultura letrada (a teoria musical, a literatura etc) e a canção popular. De que forma os questionamentos modernistas seguiram influenciando a produção artística e crítica sobre a canção ao longo de todo o século.

O Mundo das Sinfonias – História e Intérpretes (por Eduardo Fradkin)

Século XVIII

A herança do período barroco. As origens da sinfonia. Como as aberturas de óperas italianas evoluíram para o formato de sinfonia. Como eram estruturadas as primeiras sinfonias, de compositores como o italiano Sammartini e em que contexto foram criadas. Como funcionaram as primeiras casas de concerto, surgidas nesse século e ligadas à ascensão da burguesia. A nobreza e a igreja como fontes de encomendas musicais. Como eram as orquestras e como viviam os músicos. Haydn, o “pai da sinfonia”. As sinfonias de Mozart. A escola de Mannheim. A Concert Spirituel, em Paris.

Século XIX

O Beethoven das duas primeiras sinfonias e a revolução provocada pela terceira, a “Heróica”, inauguradora do Romantismo na música. A figura do regente como idealizador da performance musical. O crescimento das orquestras e a fundação de conjuntos que são referência até hoje como as filarmônicas de Berlim e de Viena e a Concertgebouw de Amsterdã. A voz humana na sinfonia. As sinfonias de Schubert. Os sucessores de Beethoven: Brahms, Schumann, Bruckner, Dvorák, Tchaikovsky, etc.

Século XX (e XXI)

Mahler, o elo entre o Romantismo e a Modernidade. As mudanças estéticas no mundo musical. Sibelius, um caso excepcional. Nacionalismo e pressões políticas: o caso Shostakovich. O ocaso da sinfonia e o seu renascimento pelas mãos de compositores minimalistas e espiritualizados (a chegada da sinfonia ao século XXI). A escola “autêntica” ou “de época”, que interpreta sinfonias (e outras obras) do passado com técnicas e instrumentos próximos ao original. Os grandes maestros do século XX: quem são os melhores em cada repertório.

O novo espaço público no Brasil (por Francisco Bosco)

Nos últimos anos, temos assistido à emergência de um novo espaço público no Brasil. Uma sociedade há pouco deitada no berço relativamente esplêndido do lulismo despertou e agora se põe a explicitar todos os seus conflitos, como quem quer lavar cinco séculos de roupa suja acumulada. Mais democrático e mais tenso, esse novo espaço público é consequência de três fatores: as revoltas de junho de 2013, que deixaram como legado uma sociedade indócil; o colapso do lulismo, espécie de correlato político-institucional da nossa cordialidade cultural; e a disponibilidade das redes sociais digitais, inédita ferramenta, como a define Manuel Castells, de autocomunicação em larga escala. Articulados, esse fatores propiciaram a emergência de um novo espaço público e, nele, o ressurgimento, numa intensidade sem precedentes, das lutas identitárias. O objetivo do curso é examinar a formação desse espaço, o modo como ele se opõe à autoimagem cultural dominante do país ao longo do século XX, e alguns dos princípios fundamentais das lutas identitárias, bem como as tensões sociais produzidas por suas lutas.

Pequena história filosófica das artes (por Paulo da Costa e Silva)

O curso vai percorrer momentos decisivos da história da arte e do pensamento, investigando de que modo conceitos e ideias acompanharam a realização, recepção e avaliação das obras de arte. Trata-se de uma pequena síntese histórica das relações entre a arte, o sensível e o belo.

Vontade de beleza (por Paulo da Costa e Silva)

O curso pretende investigar o campo conceitual do belo em seus diversos desdobramentos históricos e culturais. Partindo de especulações sobre os fundamentos biológicos da experiência do belo, as aulas vão iluminar alguns dos principais momentos de redefinição da categoria do belo e de sua relação com as artes, chegando até discussões recentes sobre o estatuto e a importância da beleza no mundo de hoje.

Professores

Eduardo Fradkin

Jornalista especializado em cultura, com ampla experiência como repórter e editor assistente. Apaixonado pelo ofício da escrita, enquanto ocupou cargo de chefia no jornal O Globo, manteve o hábito de fazer reportagens. Acredita na liderança pelo exemplo. É crítico de música clássica, tradutor e revisor.

Francisco Bosco

Ensaísta, autor de diversos livros, entre os quais Orfeu de Bicicleta: um pai no século XXI e Alta ajuda. Doutor em teoria da literatura pela UFRJ, foi colunista do jornal o Globo e presidente da Funarte.

Marcos Lacerda

Bacharel em ciências sociais pela UFRJ/IFCS; Mestre em sociologia e antropologia pelo PPGSA/IFCS/UFRJ; Doutor em Sociologia pelo IESP/UERJ. Ocupou um cargo de alta administração no governo federal de março de 2015 a maio de 2017, como Diretor do Centro de Música da Funarte, vinculado ao Ministério da Cultura.

Paulo da Costa e Silva

Professor de estética do Departamento de História e Teoria da Arte da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi diretor da Rádio Batuta do Instituto Moreira Salles, onde realizou documentários em áudio sobre grandes nomes da música brasileira, como João Gilberto e Jorge Ben. É colunista musical do site da Revista Piauí e autor do livro “A tábua de esmeralda e a pequena renascença de Jorge Ben” (Coleção o Livro de Disco, Editora Cobogó, 2015).

Pedro Sá Moraes

Cantor, compositor e multi-instrumentista, e um dos membros fundadores do Coletivo Chama. Iniciou sua carreira profissional como intérprete de samba, gravando com seu grupo É Com Esse Que Eu Vou um CD dedicado a obras inéditas de Cartola, Nelson Cavaquinho, João Nogueira, Paulinho da Viola e outros. Desde o lançamento oficial de sua carreira autoral, com o CD Claroescuro em 2007, já fez inúmeras turnês pela Ásia, Europa, América Latina e do Norte. Nos Estados Unidos, país onde já realizou mais de uma dezena de turnês, é frequentemente citado entre os mais relevantes artistas da World Music e do chamado Brazilian Jazz por veículos como Boston Globe, NPR e New York Times. Mestre em Ciência da Literatura pela UFRJ, é co-autor do livro Música Chama (Editora Circuito), uma investigação das questões estéticas, políticas e teóricas que atravessam a canção brasileira contemporânea.

Roberta Martinelli

Apresentadora, criadora e curadora do programa Cultura Livre na Rádio Cultura Brasil e na TV Cultura. O programa completou em 2016 sete anos na grade da Rádio Cultura Brasil e 6 temporadas na TV Cultura mostrando a música brasileira que acontece hoje. O programa foi indicado pela APCA como melhor programa de televisão em 2014. É apresentadora do Prelúdio, o único concurso de musica clássica da tv brasileira. Apresenta e produz o programa Som a Pino diariamente na Rádio Eldorado. É colunista do jornal O Estado de São Paulo.Foi jurada de prêmios e seleções de melhores do ano em vários jornais (Folha de São Paulo, Estado de São Paulo Rolling Stone, Revista Bravo, Multishow), fez parte da comissão de especialistas do Edital Natura Musical. Foi professora de jornalismo cultural em rádio na pós-graduação da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP/SP). Especialista em Canção Popular pela faculdade Santa Marcelina

Thiago Thiago de Mello

Sua educação musical e poética teve raízes lançadas já na primeira infância, vivida entre o Rio e a Amazônia, através de seu pai, Thiago de Mello, um dos poetas brasileiros mais traduzidos no exterior, e do irmão mais velho, o cantor e compositor Manduka. Buscando a convergência entre a reflexão acadêmica e a paixão pela música, Thiago, professor de Sociologia e Filosofia no Ensino Médio, concluiu em 2012 Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com a tese MPB não é tudo: os discursos de renovação da música brasileira. Durante a pesquisa para a tese, aproximou-se de artistas como Thiago Amud, Ivo Senra e Pedro Sá Moraes, com quem fundou o Coletivo Chama, um dos principais focos de agitação cultural na área da música brasileira contemporânea no Rio de Janeiro. É um dos roteiristas e apresentadores do programa semanal Rádio Chama, transmitido pela Rádio Roquette Pinto FM. Tem dois Cds lançados com a banda Escambo e um com o Coletivo Chama. Atualmente trabalha na produção de seu primeiro CD solo, “Amazônia Subterrânea”. Já compôs dezenas de músicas sobre temas e histórias da região.

Serviço

Rio de Janeiro

Local: Livraria da Travessa (BarraShopping)

Endereço: Av. das Américas, 4.666 – nível américas loja 220

Próximos cursos

Pequena história filosófica das artes (por Paulo da Costa e Silva)

Datas: de 2 a 24 de setembro (sábados e domingos)

Horário: das 10h às 12h

Preço: R$ 480

Mundo das Sinfonias – Histórias e intérpretes (por Eduardo Fradkin)

Datas: 5 a 27 de setembro (terças e quartas)

Horário: das 19h às 21h

Preço: R$ 480

São Paulo

Local: Espaço Hedra

Endereço: Rua Fradike Coutinho, 1139 – Vila Madalena

Próximos Cursos:

O novo espaço público no Brasil (por Francisco Bosco)

Datas: de 28 a 31 de agosto (de segunda a quinta)

Horário: das 19h às 21h

Preço: R$ 580

A música brasileira contemporânea (por Roberta Martinelli)

Datas: de 11 a 14 de setembro (de segunda a quinta)

Horário: das 19h às 21h

Preço: R$ 580

A política e a sociologia do Brasil contemporâneo

Datas: de 18 a 21 de setembro

Horário: das 19h às 21h

Preço: R$ 580.

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