Exercícios físicos: benefícios para o corpo e a mente que você ainda não sabia

Praticar atividades físicas melhora a qualidade do sono, a autoestima, a vida sexual e propicia mais benefícios para corpo e mente do que supunha nossa vã fisiologia…

Quando nos exercitamos, fortalecemos o corpo e a cabeça: descobertas científicas das últimas décadas revelaram que o cérebro é maleável, assim, podemos criar novas conexões neurais através da neuro plasticidade; malhar, correr ou praticar um esporte pode mudar para melhor a anatomia, a fisiologia e as funções do cérebro.

Sempre se soube que praticar atividades físicas é ótimo para melhorar a coordenação motora, muitos que batem sua bolinha semanalmente ou jogam frescobol ou vôlei nos fins de semana também já perceberam que exercitar-se é um modo bastante divertido de reduzir o estresse.

Praticar atividades físicas faz muito bem para o cérebro

Mas o que pouca gente sabe é que os exercícios melhoram também a capacidade de memorização, segundo um estudo de 2013, e que a prática regular de exercícios retarda o declínio cognitivo da idade, reduzindo em 88% o risco de demência em mulheres, de acordo com outro estudo publicado na revista Neurology.

Praticar atividades físicas faz muito bem para o cérebro combate as enxaquecas

Um estudo feito na Suécia apontou que praticar exercícios aeróbicos regularmente funciona tão bem como a terapia de relaxamento ou o tratamento com drogas anti-epilépticas na prevenção de enxaquecas.

“Esta abordagem não-farmacológica pode ser uma opção para o tratamento profilático da enxaqueca em pacientes que não se reagem bem com remédios ou não querem medicação diária”, escreveram a Dra. Emma Varkey e seus colegas do Instituto de Neurociências e Fisiologia da Universidade de Gotemburgo, em publicação da Cephalalgia.

A equipe de Varkey dividiu pacientes aleatoriamente em três grupos, durante três meses: o primeiro grupo praticou exercícios aeróbicos em uma bicicleta estacionária (40 minutos três vezes por semana), o segundo participou de uma forma padrão de terapia de relaxamento e o terceiro recebeu medicação diária.

Estudos anteriores mostraram que a terapia de relaxamento e medicação são eficazes para a prevenção da enxaqueca, ressaltaram os pesquisadores em seu estudo.

As 91 mulheres no estudo eram todas pacientes de uma única clínica sueca para tratamento da dor de cabeça. Elas estavam entre os 18 e os 65 anos, tinham diagnóstico de enxaqueca e sofriam crises de dor de cabeça de duas a oito vezes por mês.

Todos os três tratamentos reduziram a freqüência de ataques em até três quartos, embora a redução média tenha sido mais modesta.

Em um e-mail à Reuters Health, Varkey admitiu que ela estava um pouco surpresa com a pequena diferença entre os grupos.

“O Topiramato é uma droga que vinha mostrando grandes resultados nos estudos. Foi um pouco surpreendente e muito interessante que a mudança no número de ataques de enxaqueca foi quase semelhante em todos os três grupos”, disse ela.

“O único parâmetro em que o Topiramato foi melhor em comparação com o exercício e com o relaxamento foi na redução da intensidade da dor”, Varkey acrescentou. “Por outro lado, as opções não-farmacológicas não demonstraram efeitos colaterais e o grupo que fez exercício aumentou o consumo de oxigênio, o que é muito positivo.”

Nenhuma das mulheres no grupo de relaxamento ou no grupo de exercícios relataram efeitos colaterais, mas oito mulheres (33%) no grupo que tomou Topiramato sim, além disso, três delas se retiraram da pesquisa. Os efeitos colaterais mais comumente relatados da droga incluem: dormência ou formigamento, humor, fadiga depressão, vertigem e constipação.

A constatação de que o exercício não é inferior ao tratamento com o Topiramato é “de grande valor”, disseram os pesquisadores em seu relatório, porque os pacientes procuram frequentemente opções não-farmacológicas para a enxaqueca. 

Exercícios cardiorrespiratórios previnem o câncer

Homens com alto condicionamento cardiorrespiratório e que levam uma vida saudável parecem sofrer menor incidência de câncer de pulmão e câncer de cólon, de acordo com um estudo tratando dos benefícios do exercício físico publicado no site JAMA Oncology.

Pesquisadores da Universidade de Vermont (EUA) examinaram a aptidão cardiorrespiratória (ACR) em 13.949 homens de meia-idade, entre 1971 e 2009. O condicionamento cardiorrespiratório de cada participante foi avaliado por meio de um teste em esteira a partir de uma velocidade de 3,3 mph durante 25 minutos, aumentando 0,3 mph por minuto até a total exaustão do voluntário.

Três diagnósticos de câncer – pulmão, colorretal e próstata – foram avaliados no presente relatório para os homens dessa amostra.

Os pesquisadores descobriram que, em comparação com os homens com níveis mais baixos de condicionamento cardiorrespiratório, aqueles com níveis elevados tiveram um risco menor de desenvolver câncer de pulmão ou cólon e mesmo os que desenvolveram a doença seriam menos propensos a morrer por causa dela.

“Isso é importante porque mais e mais dados estão demonstrando que o exercício regular é importante para prevenir o câncer”, disse o Dr. Dale Shepard, um oncologista em Cleveland Clinic, que não participou ele mesmo no estudo.

Desde que pesquisas anteriores já demonstravam que o sedentarismo aumenta o risco de câncer, o Dr. Shepard vem enfatizando a importância da boa saúde cardíaca e recomendando uma dieta saudável para o coração, a prática regular de exercícios físicos e a manutenção do peso normal para diminuir o risco de câncer.

“Isso significa que se você tem um emprego no qual é obrigado a ficar sentado o dia todo e faz uma hora ou mais de exercício após o expediente, mesmo assim você ainda corre algum risco”, afirma Shepard. “Então, realmente, você tem que pensar em duas coisas: ser ativo e não ser inativo”

Benefícios do exercício físico praticado ao ar livre

Muitos dos benefícios do exercício físico praticado com regularidade são bem conhecidos, mas poucas pessoas percebem que malhar ao ar livre poder ser ainda melhor para a boa saúde.

Menos de um quarto dos adultos dos Estados Unidos, por exemplo, praticam exercícios aeróbicos e de força semanalmente, de acordo com o Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), por isso, quem malha com regularidade já merece os parabéns.

Mas treinar regularmente não significa necessariamente que você está tirando o máximo proveito possível de todos os benefícios do exercício físico; trabalhar o corpo ao ar livre pode trazer benefícios incomparavelmente maiores do que você consegue correndo em uma esteira, numa academia.

1. É bom para sua mente e para seu corpo.

Uma equipe de pesquisadores da Peninsula College of Medicine and Dentistry analisou 11 testes, com mais de 800 adultos, e descobriu que o exercício ao ar livre está associado ao aumento da energia e revitalização, bem como a diminuição da confusão mental, raiva, depressão e tensão, quando comparado ao exercício indoor (dentro de casa).

Pessoas que se exercitam ao ar livre também demonstram mais satisfação com sua atividade física e, por isso, estão mais propensos a dar continuidade do que quem fica entre quatro paredes.

2. Melhora da autoestima.

Quando você está na academia, às vezes pode se sentir como se todos olhassem para você. Mas quando você está se exercitando na natureza, a fauna local não se preocupa com o seu esforço.

O exercício, em geral, é bom para sua confiança, mas o exercício ao ar livre pode ser ainda melhor: há evidências da Universidade de Essex que exercitar-se ao ar livre, na natureza, pode melhorar sua auto-estima. Além disso, você não tem que ir com tudo; pesquisadores descobriram que exercícios de baixa intensidade trazem maiores efeitos positivos.

3 – Exercitar-se ao ar livre fará você manter-se firme em seu programa de treinos.

Criar o hábito de exercitar-se é difícil, mas se você descobrir uma modalidade da qual você goste, isso pode trazer retornos melhores.  Assim o prazer de exercitar-se ao ar livre provavelmente o ajudará a manter sua programação. 

Pesquisadores canadenses descobriram também que mulheres na pós-menopausa colheram mais benefícios praticando exercícios ao ar livre e foram significativamente mais propensas a aderir a seu programa de treinamentos do que as que fizeram exercício dentro de casa.

4. Aproveite a luz do sol.

Embora a superexposição desprotegida aos raios ultravioleta do sol possa aumentar o risco de câncer de pele, não devemos esquecer os muitos benefícios da luz solar. Quando o sol atinge a nossa pele, ele cria a vitamina D3, importante para a saúde óssea e função metabólica.

Caminhar, correr ou malhar à luz do sol pode ajudá-lo a dormir melhor à noite, melhora a função imunológica e aumenta a produção de endorfina – esses hormônios do bem-estar que circulam por todo o corpo. Não foi a toa que um inspirado e visionário quarteto britânico cantava: Run for your life e Here comes the sun

5. É mais barato do que uma academia.

Mesmo se você deixar de malhar em academia por apenas 6 meses, você economizará muito dinheiro. Você pode querer investir em protetor solar, em bons tênis ou até em algum material esportivo ideal para determinadas condições meteorológicas. Mesmo com esse investimento, você provavelmente gastará menos do que pagando uma academia.

Conhecendo ainda mais benefícios do exercício fisico ao ar livre

Você pode estar convencido do valor de exercícios ao ar livre, mas, ao mesmo tempo, perguntando o que esses exercícios devem acarretar.

De fato, o parque perto da sua casa ou a praia talvez não tenham os pesos e os alteres da sua academia nem ofereçam o conforto da sala de estar. Mas se você pode encontrar uma trilha para algum exercício cárdio-respiratório, uma clareira para alguns exercícios de peso corporal e, assim, achar uma modalidade de treino para o seu corpo inteiro.

Fazer agachamentos, saltar e utilizar degraus e bancos para trabalhar os membros inferiores, enquanto flexões e exercícios em barras podem trabalhar os membros superiores. Caminhar ou correr por meia-hora colocará você no caminho certo para obter a carga diária de exercício recomendada.

O exercício diário pode ser um desafio. Mas quando o treino possibilita a melhora do seu humor e da sua saúde, além de poupar algum dinheiro, a opção de sair do sofá torna-se bem mais fácil.

Reduzir o mau colesterol também é um grande benefício do exercício físico

Remédios não são as únicas armas para combater o colesterol alto. Existem muitas outras opções naturais para reduzir seus níveis também, como, por exemplo, abandonar o sedentarismo e a alimentação desregrada.

Exercício é uma boa solução. E nem é preciso ser um atleta ou maratonista. Não importa o que você faça, apenas movimente-se – qualquer coisa que aumente sua taxa de bombeamento do coração vai ajudar.

O Dr. Manny Alvarez, editor de saúde da FoxNews.com, adverte que o excesso de peso pode contribuir para níveis elevados de colesterol. Então, se você reduzir alguns quilinhos extras, muito provavelmente as taxas de “mau colesterol” também se reduzirão.

Além disso, uma dieta saudável e sem gordura saturada vai ajudar a diminuir o LDL, também conhecido como o “colesterol ruim”. O Dr. Alvarez sugere evitar alimentos como: gema de ovo, carnes gordas e produtos lácteos gordurosos. Incorporar nozes, amêndoas e aveia em sua dieta também pode ajudar a diminuir o colesterol naturalmente.

Ainda não está satisfeito com o seu nível de colesterol? Você também pode tentar suplementos. Mas verifique com seu médico antes de experimentá-los. Niacina e fibras solúveis podem ajudar, além disso, estudos mostram que a folha de alcachofra irá fazer o truque também.

Café e exercícios diminuem o risco de câncer de pele

Uma xícara de café e uma boa malhada de manhã podem reduzir significativamente o risco de câncer de pele, de acordo com um novo estudo que foi apresentado numa reunião anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer, em Chicago .

Os pesquisadores da Rutgers Ernest Mario School of Pharmacy, queriam avaliar os efeitos tanto da cafeína quanto do exercício em cobaias com propensão para desenvolver câncer de pele. Pesquisas anteriores já haviam mostrado que os camundongos que recebiam cafeína ou uma roda de exercício tiveram uma redução na incidência de câncer de pele.

Os investigadores expuseram os camundongos a raios ultra violeta luz B, conhecidos por causar câncer de pele, e, em seguida, deram a um grupo de ratinhos cafeína (em água), a outro grupo um roda de exercícios, a um terceiro grupo cafeína e uma roda de exercícios e ao grupo de controle apenas água pura, durante 14 semanas.

Os resultados mostraram que as cobaias que receberam uma dose de cafeína e fizeram exercícios na roda tinham 62% menos incidência de câncer não-melanoma de pele. Os tamanhos desses tumores também eram 85% menores se comparados com os camundongos que não receberam a cafeína nem fizeram exercício.

“Descobrimos que este tratamento combinado pode diminuir a formação de câncer de pele causado por exposição solar em camundongos”, disse Yao-Ping Lu, professor associado de pesquisa de biologia química e diretor de prevenção do câncer de pele no Rutgers Ernest Mario School of Pharmacy in Piscataway, Nova Jersey.

Os camundongos que receberam apenas cafeína (mas não a roda) tiveram um índice reduzido em 27% de incidência dos cânceres de pele, e aqueles que apenas fizeram exercício tiveram um risco reduzido em 35%. Os dois grupos tiveram uma redução significativa no tamanho de tumores em comparação ao grupo de controle.

Eles também descobriram que os camundongos que receberam cafeína fizeram 40% a mais de exercício, o que sugere que o café pode fazer ratos (e pessoas) se exercitarem por mais tempo e de maneira mais vigorosa. Por fim, os do grupo que ingeriu cafeína e fez exercícios experimentaram uma redução no índice de gordura e uma diminuição de 92% dos agentes inflamatórios.

O tecido gorduroso segrega uma grande quantidade de produtos químicos inflamatórios, portanto quanto menos gordura menos inflamação. Esta pode ser a ligação com o câncer de pele, disse Lu. As inflamações tem sido associadas a um maior risco aumentado de câncer da pele.

Os autores acreditam que os efeitos combinados de exercício + cafeína podem ser capazes de afastar o câncer de pele e também prevenir a inflamação relacionada a outros tipos de câncer ligados à obesidade.

“Acredito que podemos utilizar essas descobertas também para os seres humanos, bem como antecipar que iremos nos beneficiar desses tratamentos combinados” acrescentou Lu.

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