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Placa Energia Solar

Barra da Tijuca e bairros vizinhos são referências no uso de energia solar

A cada dia o assunto do esgotamento das fontes de combustíveis fósseis, a redução dos reservatórios de água e a crise energética ganha mais força em relação à produção energética. A busca por fontes alternativas de obtenção de energia aparece como solução para o problema. A Barra da Tijuca e bairros vizinhos como Recreio é um exemplo vivo e servem de modelo para outras regiões da cidade. 

Parque Municipal Bosque da Barra, Parque Municipal da Prainha, Quiosques nas Praias da Barra, de Grumari, da Prainha, Parque Municipal Chico Mendes e Parque Municipal Marapendi são alguns locais que já utilizam a energia solar como matriz energética. Os condomínios de casas também não ficam de fora.

Avanço energético na orla e geração compartilhada nos prédios

Noventa e oito quiosques – considerando as praias da Barra e do Recreio – contarão ainda em 2016 com a instalação de sistemas fotovoltaicos. Os aparelhos captam energia solar e geram energia elétrica. A economia pode chegar até em 40% na conta de luz.

A nova regra da ANEEL – da resolução 687 – viabiliza a geração distribuída em condomínios, empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras. No novo regulamento, a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em percentuais definidos pelos próprios consumidores, mesmo que o sistema seja instalado em um único medidor do condomínio. As quotas de crédito para compensação de energia serão abatidas das contas dos participantes de forma independente, desde que a geração esteja na mesma área de propriedade do condomínio ou empreendimento.

Nessa modalidade também é possível atender condomínios de edifícios. Os interessados podem se unir e instalar uma microgeração ou minigeração distribuída e utilizar a energia gerada na redução das suas faturas ou do próprio condomínio.

“Devido ao grande crescimento, a região tornou-se um dos principais nichos de mercado, já que possui grandes condomínios de casas com telhados atrativos para colocação das placas fotovoltaicas. Os condomínios de apartamentos passam a ter potencial, em virtude da mudança da resolução 687, que permite a geração compartilhada. O medidor do condomínio permite a distribuição de energia para todos os apartamentos. Antes só os moradores que ocupavam os últimos andares tinham direito ao uso da laje”, explica Maurício Ribeiro, diretor da Green Solar.

As justificativas para a energia solar ser adotada seja em grandes projetos, residências ou empresas são inúmeras. O sol é uma fonte de energia inesgotável, gratuita, segura e não requer custos com combustíveis e manutenção. Além disso, não poluem e é resistente às diferentes condições climáticas. 

Mais empregos pelo Brasil

A geração de energia solar tem o potencial de criar mais de um milhão de empregos no Brasil nos próximos 15 anos, segundo o estudo do Greenpeace, “Alvorada – como o incentivo à energia solar fotovoltaica pode transformar o Brasil”. O cenário ideal para estimular o setor inclui a redução de tributos (ICMS, Pis/Cofins, IPI e Imposto de Importação) na aquisição de placas fotovoltaicas e equipamentos, IPTU menor para quem gera energia solar e a liberação do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para a instalação de sistemas fotovoltaicos.

A estimativa é que cerca de 8 milhões de unidades poderiam gerar 41,4 MWde energia solar em estabelecimentos comerciais e residenciais até 2030. A energia solar fé uma das fontes que mais gera empregos diretos e indiretos. São postos de trabalho criados na cadeia de produção e no ciclo de instalação dos sistemas. São empregos de engenheiros, arquitetos e cargos técnicos de instaladores.

Atualizado em 31/12/2020 por webmaster

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